quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Temos um inimigo!


          
      Acontece que nós temos 
       um inimigo a combater. 
       E o inimigo é tão grande 
     que é difícil de se ver!


Nossa visão é limitada. A  capacidade visual que “trazemos de fábrica” só nos permite distinguir com clareza coisas cujas dimensões estejam dentro de determinada faixa, que varia de acordo com cada indivíduo de nossa espécie. 

Lembro de como achei maravilhoso observar – através de um microscópio, no colégio – as pequenas formas de vida que eu não conseguia enxergar a olho nu. A experiência  e encantou tanto quanto me assustou. Tomar consciência da presença de partículas minúsculas e, muitas vezes, tão ameaçadoras foi muito importante para mim.

Pois bem, foi ali que me ocorreu uma questão: será que – assim como eram necessárias lentes que me revelassem inimigos que se tornavam invisíveis pelo tamanho tão diminuto – também não existem coisas que não conseguimos enxergar por serem demasiadamente grandes?

 







sábado, 13 de janeiro de 2024

Não nasci pra ser Lulu!

Vez em quando…

                                                                                   

Nasci em família numerosa…

Se meus pais nos dessem números, para além de nomes compostos, eu seria a “número 8”!

Só que quando eu cheguei, um de meus irmãos mais velhos já tinha – ainda bebê – desistido do Planeta… assim, cresci com 6 irmãos mais velhos, dos quais apenas uma também tinha a sorte de ter nascido menina… só que ela já era mocinha, e não estava muito a fim de brincar com uma pirralha…

Bem, foi assim que tive uma infância meio solitária, e que me acostumei a ler e a fantasiar a partir das histórias que os livros me contavam… aliás… minha mãe também me contava muitas histórias e eu adorava ouvi-las.

Quando meus irmãos mais novos foram chegando – sim, foram mais 4 (todos meninos!) depois de mim e só um deles também nos deixou ainda bebê! – eu gostava de brincar de escolinha com eles…

Além de amar as histórias, que “lia” mesmo antes de ser alfabetizada, eu amava a escola e sonhava ser professora! (Mas também queria ser escritora, desenhista e pintora!)

Os livros que eu lia me levavam a fantasiar, mas nunca sonhava em ser personagem daquelas histórias… queria mesmo era criá-las! 

Eu costumava escrever sobre o que eu lia… escrevia, ou simplesmente contava para “meus alunos” a minha versão da história lida…

Pouco a pouco – provavelmente influenciada por meu pai, que era charadista – minha paixão pelas histórias mudou para amor pelas palavras… lembro de como, já entrando na adolescência, eu ficava dias a pensar em uma palavra… no som, no significado… e, mais tarde, também na origem…

Fazia um bom tempo que eu não postava nada neste blogue… será que vou retomá-lo agora?

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Capivara

Realidade ou memória criada na minha imaginação? Só sei que me lembro muito bem!

Éramos do Jardim de Infância, na Escola Modelo do Estado da Paraíba.

Era uma meninada numerosa e fomos passear na Bica.

Além de nossa professora, D. Gracilda, éramos acompanhados por atenciosas auxiliares.

Um de meus colegas, o Múcio (menino muito “danado”, de quem nunca mais tive notícia, mas que nunca esqueci), foi mordido pela capivara...

Jamais esqueci da cena do joelho dele vermelho de sangue...

Meu medo de capivaras só aumentou, com aquele episódio...

E foi quando aprendi que anta e capivara são animais diferentes! 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Ir e vir... será que é bom de bonde?

 


E hoje é dia de lembrar de um amigo que foi  presença intensa e verdadeira em minha vida. 

Foi em 1977 que ele chegou, com aquele jeito alegre e barulhento. Ficamos amigos desde o primeiro dia. 

Juntos, fizemos muita farra e dançamos muito. Paramos de dançar quanto eu engravidei e minha barriga começou a crescer... ele, com o “jeitinho sútil” que lhe era peculiar, disse que dançar com mulher buchuda era muito ruim... 😢😢

Fiquei sem meu par, mas nem liguei, pois naquela época eu vivia para minha barriga e depois, por cerca de 10 anos, eu vivi quase que exclusivamente para meu filho... 

Godói era exímio dançarino. Era muito disputado no salões, mas eu tinha sua preferência. Houve uma época em que ele ia lá pra casa só pra gente dançar. Ele se gabava de ser “pé de valsa” e atribuía o fato às pernas tortas dele... se comparava a Garrincha... dizia que Garrincha usava as pernas tortas pra ser craque no futebol, como ele fazia nas pistas de dança. 

Quando Erick ia fazer 2 anos, Godói teve um infarto e se afastou do trabalho. Voltou para Recife, mas me deu de presente um comprimido de Isordil – pílula minúscula para ser colocada sob a língua em caso de infarto. Ele recebera dois, quando deixou o hospital, e dividiu comigo, pois sabia que eu temia ter algo parecido e deixar meu filho sem cuidados de mãe.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Conheci um garrafeiro!


Eu, aqui, sigo com minha virose – a rimite – que resiste a tratamentos convencionais... acho que cronificou!

Assim, rimando, vou nadando contra a maré e espero sair fortalecida.

Desconfio que “minha bolha” – como aquelas “bolas de assopro” que vendiam nas festas de rua de minha infância – furou e vai murchar até sua forma original... mais concreta, menos fantasiosa...

Isto até pode ser ruim, mas é muito bom!

Publico aqui uma foto muito triste. Seria este menininho bisneto daqueles garotos que juntavam jornais velhos, latas e garrafas para vender?

Hoje em dia, se eu falar para meus jovens amiguinhos “garrafeiro”, com certeza eles irão imaginar um tipo de estante para colocar garrafas; mas eu conheci a palavras quando vinha associada a um senhor idoso (como eu tinha uns 4 anos, o senhor poderia até mesmo ter 18, para mim, era velhinho!) que tinha uma carroça de burro e saía pelas ruas da pequena capital paraibana, comprando os materiais que citei acima...

Na pré-história de onde eu venho, não havia plástico nem catadores de recicláveis...

Os meninos vendiam aquilo tudo e compravam gibis, que, depois de lidos, eram levados para serem trocados na porta do Rex, antes da matinal do domingo, quando iam assistir a um “faroeste”...

Hoje eu vejo como desde então, já nos idos de 1950, éramos sutilmente trabalhados pela propaganda através da qual o sistema capitalista nos formou!

Bem, a foto me atingiu de modo tão profundo, que travou meu “sistema operacional” – que parece ter atingido o grau final de obsolescência, mas que é o único que ainda consegue rodar no meu “hardware” fora de linha!

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Presente! Hoje, no passado e no futuro!

 


Eu nasci numa família numerosa. Quando cheguei, a casa já estava cheia!

E a imensa maioria era de meninos “danados”, meus primeiros professores.