quinta-feira, 10 de junho de 2021

Repaginando...

E aqui está outra postagem, de 2009!, que encontrei como “rascunho”...
Por que não a publiquei???

Bem... no final de 2019 eu fui convidada para participar da confraternização de fim de ano do grupo de pesquisa ao qual ainda sou, muito levemente, ligada...

Desde 2012 o coordenador – meu amigo Américo – não me chamava! Fiquei feliz!  
O encontro foi delicioso. Decidimos que eu voltaria, em março/20,  a frequentar o ILUFBA e, converteria meu TCC em livro, sob a orientação de Américo...

Mas veio a pandemia... o projeto está adiado...

Bem... valeu relembrar como e quando desisti do mestrado...
E deu vontade de retomar os trabalhos manuais, assim como retomei o blogue!

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Não sei por que entrei nessa crise que culminou com uma mudança de rumo na minha vida...

No momento, não sei exatamente o que quero nem aonde vai me levar a guinada inesperada (para alguns) ou anunciada - ameaçada e postergada - um pouco antes do "nascimento" deste blog...

Abandonei o mestrado...

Não gosto de deixar incompletas as coisas que começo a fazer, 
mas a desistência desse curso não foi a primeira ocorrência... 
Tenho uma gaveta com vários trabalhinhos manuais inacabados... 
quem sabe agora eu resolva o problema!!

quarta-feira, 9 de junho de 2021

O mundo é um moinho...

Sim, eu sempre achei mesmo que estava dentro de algo imenso que nunca para de girar...

Quando menina, eu mesma adorava rodar... e rodava até ficar tonta e cair... era algo que me trazia muito conforto!

Mas, nem sempre a sensação de giro me é amigável... lembro de quando experimentei tragar um cigarro diferente dos que eu costumava usar – sim! durante um tempo eu fui fumante... ainda que nunca tenha feito do cigarro um vício (o que fez com que eu parasse de fumar sem problemas, quando engravidei!)... 

Aquele cigarrinho me deixou tonta e enjoada... eu me senti como se fosse um eixo em torno do qual o mundo girava e me comprimia... detestei a sensação!

Agora... um moinho de vento, ou mesmo um moinho d’água são giros que me inspiram de modo positivo... são movimentos giratórios que geram energia... em mim, geram vontade de mudar... de transformar nem sei o quê... de buscar sentido na vida... buscar a evolução (que para mim é apenas o movimento!) ou mesmo fazer alguma coisa que ajude a construir a Revolução...

Ao longo destes anos que fiquei afastada deste espaço, minha vida seguiu girando... às vezes, ao sabor dos ventos... às vezes, levada pela corrente...

Minha experiência de voltar a Jampa serviu para eu concluir que, para mim, “Jampa não havia mais”...

Pressionada pelos acontecimentos da vida política do País e, principalmente, movida por muita insatisfação e uma enorme revolta em assistir o avanço constante do projeto de entrega do País ao capital estrangeiro, voltei à militância... 

Uma volta tímida e muito incerta, diante de minha insegurança e da impotência – fruto de minha deficiência teórica e da limitada experiência. 

Uma volta sem volta, ainda que bastante impactante, pois sinto que preciso me esforçar muito para obter algum êxito na empreitada...

Volto a me sentir como aquela criança que tinha muito medo de roda-gigante...um medo tão grande, que a levava a enfrentar a maior delas, no parque de diversões que montavam ao redor da Catedral, em Jampa, durante a Festa das Neves...

O medo, como o vento e a água, parece que também é capaz de gerar energia e provocar movimentos...

Cabe a mim, e só a mim!, garantir que sejam movimentos bem direcionados!



segunda-feira, 7 de junho de 2021

O tempo é rápido!! Cenários, e as cenas, mudam na mesma velocidade!

Quando retomei meu este meu blogue, encontrei aqui postagens pendentes de publicação... esta é uma delas... deveria ter sido publicada em agosto/2012...

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Pois é... eu não consigo acompanhar "a pisada" deste tempo maluco... 
Parece que foi ontem que publiquei algo aqui, mas já se passaram alguns meses... 
Bem... Tenho novidades: 
estou tentando voltar a João Pessoa, num processo de retorno às raízes mais primitivas de que tenho registro na memória...
(de Campina Grande, de minha vida por lá, não guardei lembrança alguma!!)


Hoje pela manhã, depois de passados vários dias sem ter tal oportunidade ou sem ter a disposição necessária, fui caminhar à beira-mar... 

O passeio foi exatamente pelo caminho que percorria com frequência em minha meninice praieira... 
Apesar de ser o mesmo, o caminho está muito mudado...

Não encontrei sequer uma conchinha perdida na areia...

Vi uma dupla de pescadores usando uma pequena rede nas proximidades da "gameleira", mas não havia ninguém esperando por eles à beira-mar, não vi nenhum samburá a postos para receber os peixes que viriam na rede, que, por sinal, era muito pequena... 

Lembro que quando víamos pescadores com suas redes no mar (sempre na maré baixa, ficávamos ansiosos esperando que chegassem à beira-mar, fizessem a coleta dos peixes que os interessava e depois liberassem o amontoado de sargaço onde nós fazíamos a nossa “pesca”... 

Recolhíamos pequenos peixes – que para nós eram, genericamente, piabinhas – e, eventualmente, um ou outro camarãozinho... voltávamos para casa felizes com o resultado do passeio e prontos para prepararmos uma refeição ao nosso jeito...

A gente chamava a nossa “arte culinária” – vista pelos adultos como traquinagem – de  “cozinhado”... raramente usávamos o fogão de casa para nossa produção... às vezes, conseguíamos usar um fogareiro de barro, que ficava meio esquecido pelo quintal e só era usado, basicamente, para se assar espigas de milho na brasa... e às vezes improvisávamos uma “trempe” com pedras e resolvíamos a situação... os acidentes eram sempre cuidadosamente ocultados dos adultos, para que não viessem proibições...

Quantas vezes as piabinhas catadas no sargaço que os pescadores deixavam na beira-mar foram por mim transformadas em pratos da mais fina culinária infantil! 

Intervalo: 9 anos!

Quando comecei a escrever aqui, eu imaginava que seria um hábito permanente... Era algo que eu fazia com muita facilidade e que me fazia muito bem... Hoje vejo que comecei há 12 anos e fiz um intervalo de 9... Aos poucos, mas não em ordem cronológica, registrarei aqui os fatos que me marcaram durante estes nove anos de afastamento... 

Não tenho a menor dúvida que encontrar Luciano foi uma das coisas mais gratificantes que me aconteceram neste período de tantas mudanças em minha vida. Na verdade, foi como reencontrar um amigo que estava distante... a sensação era a de que nunca havíamos estado separados...

O curioso, no entanto, era que – apesar de termos origens bem próximas no tempo e no espaço – nossos caminhos eram paralelos e muito afastados... dificilmente, nós encontraríamos!

Bem, foi graças a um desejo comum de conhecer Cuba, que nossos caminhos de cruzaram, se confundiram por alguns dias, voltaram a se separar em seguida, mas de um modo que, a partir dali, seguiram muito próximos.

Luciano foi o amor adolescente que encontrei numa maturidade que não temo em chamar de velhice. Foi o amigo para o qual eu nunca tive segredo algum (e até me assustava quando falava para ele coisa que não falava bem para o espelho!) e em quem eu confiava cegamente. Tínhamos um plano de voltarmos juntos a Cuba, sem data de retorno... um plano que o destino frustrou... 

Lamento profundamente ter perdido a possibilidade de compartilhar um pouco mais de vida com Luciano, mas agradeço ao Universo ter tido a chance de conhecê-lo... 

Agora... que falta me faz a risada dele!

 


sábado, 5 de junho de 2021

Vontade de voltar...

 

É...já faz tempo que não uso este espaço...

Isto não significa, no entanto, que eu tenha morrido ou deixado de pensar e falar “bestagens”...

Vou tentar retornar... depois de 15 meses em prisão domiciliar solitária... 

O confinamento ao qual estou submetida me oprime e me comprime…

Enquanto cresço em idade – me aproximando dos 70 anos – sinto meu corpo murchar...

Desconfio que, muito em breve, as lembranças que compõem meu ser já não caberão no espaço físico de meu corpo... e que minha memória já não comporta armazená-las...

Vou tentar usar este espaço como área auxiliar...

Uma coisa interessante: encontrei aqui postagens não publicadas... e até sobre coisas que eu já nem lembrava direito... vou revê-las... quem sabe até publique algumas!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Recomeçando... agora, mais leve! ;-)

Hoje eu resolvi acabar com a inércia que já me fez chegar aos 70 quilos!! Fiz minha primeira aula de hidroginástica!!! É... decididamente, não sou boa em fazer as coisas sozinha... Até acho que já fui, pois fui muito solitária boa parte de minha vida, mas hoje tenho uma enorme dificuldade em levar adiante projetos que não recebem um incentivo externo...
      
Um ano e nove meses depois 

Como foi bom encontrar este registro na pasta de rascunhos deste blog... Muito bom constatar que consegui reduzir meu peso em 10% e que tenho me mantido meu peso entre 62 e 64 quilos há cerca de um ano!!

Durante, no mínimo, as três primeiras décadas de minha vida eu sempre fui magricela... Se havia uma personagem que me representasse mais de perto, seria a Olívia Palito...

Pois bem... Quando tinha uns 35 anos, me descobri com mais de 50 quilos... Se, por um lado, aquilo me deixou contente, pois eu nunca gostei de ser esquelética como era; também me alertou para a necessidade de começar a praticar atividades físicas com regularidade (naquela época, a proliferação de academias de ginástica apenas começava em Salvador), método e orientação... Era a constatação primeira da dificuldade de manter uma rotina de atividades físicas sozinha...

Antes disto, durante muito tempo e vez por outra na companhia de um irmão, uma amiga ou um namorado, tentei usar o famoso método do livrinho de capa azul que chegou lá em casa ainda nos anos 60 (acho que trazido por meu irmão Marcelo) e que, nem sei como ou porque, acabou incorporado ao meu acervo... Acho que aquele livrinho, que deve funcionar para pessoas disciplinadas e persistentes, foi levado lá "pro apartamento" (isto é, para o quitinete onde meus irmãos e eu moramos em Recife quando estudantes, 2 ou 3 de cada vez) e esquecido por lá... Como fui a última habitante do lugar, devo ter recolhido os pertences e levado comigo... Depois dele ainda comprei algumas revistas sobre ginástica (lembro de uma que dizia conter o método usado por Jane Fonda...  como eu queria ser linda como ela!!) e um livro muito interessante sobre alongamento, mas nunca consegui praticar aqueles maravilhosos método apenas com a minha própria força de vontade... ;-)

A partir da decisão de me matricular em uma academia, fui, pouco a pouco, tomando gosto 'pela coisa"... No entanto, cada vez que, por algum motivo, deixo de me movimentar com regularidade, perco o ritmo e a inércia começa a atuar, dificultando a retomada da rotina de exercícios... Era assim que eu estava quando escrevi o texto que abriu esta postagem...

Pedreira Aquática
Havia parado de caminhar, de dançar e de frequentar a academia, sentindo fortes dores do pé esquerdo... As dores me levaram a conhecer meu atual ortopedista e fisiatra (Dr. Henrique), que me proibira atividades físicas que não o Pilates...
 Quando ele me liberou, no entanto, eu senti muita dificuldade em recomeçar... Acho que meu lado preguiçoso boicotou meu lado ativo até cansar!!
Bem, o que importa é que hoje eu sinto mesmo falta é de "minha piscina"... ;-)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

23 anos

Eu não poderia deixar de postar algo aqui hoje... Essa é uma data muito importante para mim: meu aniversário de maternidade!! Na realidade, a pessoa que hoje sou foi gestada no ano de 1987, enquanto meu filho crescia em meu útero...


Não sei se acontece com todas as mulheres, mas a gestação mudou a minha cabeça tanto quanto o meu corpo... sendo que as mundanças físicas não foram tão permanentes...

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Com certeza a coisa mais importante de minha existência foi sentir uma vida se desenvolvendo em mim...

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Lembro de como tinha medo da responsabilidade que seria criar meu filho sozinha e longe de minha família, mas sempre tive a certeza de que faria tudo que me fosse possível para cumprir a missão de cuidar daquele menino que chegou tão inesperadamente e que mudou minha vida completamente...

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No início, tive a ajuda de Maria Sònia, que tirou férias para ficar comigo na época do parto e de meus amigos... principalmente de Jorginho e Godói, que se revesavam em tarefas chatas como fazer minha feira e nos levar para médicos...

Aliás, uma das pessoas fundamentais para que eu conseguisse escapar quase ilesa da aventura de cuidar de um bebê foi Silvandro - o pediatra que nos acompanhou desde a sala de parto até os 14 anos de Erick...

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