sábado, 12 de junho de 2021

Eclipse

 Desde que vi a notícia sobre o eclipse do Sol – que foi observado no hemisfério norte do Planeta – em 10/06/2021, decidi que assistiria ao fenômeno pela internet…


Foi ontem... perdi!

Foi lindo, não foi? 

Resta-me buscar vídeos na internet...  

E lá me vem uma lembrança antiga...


Trata-se de uma daquelas minhas lembranças que não ouso assegurar se nasceu de uma experiência concreta, ou se é apenas fruto de minha imaginação infantil. 

Volto a um tempo impreciso em que morávamos na Pedro II... volto ao quintal de nossa casa... 

Lembro: era dia e anoiteceu, aos poucos, por breve período de tempo... o suficiente para as galinhas se dirigirem ao galinheiro... 

Lembro de olharmos para o céu através de enormes folhas de radiografias antigas...

Será que vivi isto? Não tenho certeza... não importa... lembro!

E lembro da palavra que aprendi na ocasião... eclipse achei lindo o som daquela palavra nova e mágica!

As palavras sempre exerceram um poder meio hipnótico sobre mim... mesmo minhas lembranças visuais parecem estar embrulhadas, não em papel, mas em palavras!

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Dificuldades existem para serem superadas!

 Decidti retomar este blogue, inclusive, como modo de tentar me proteger contra doenças como o  Alzheimer... 

Como sempre gostei de escrever, acho que este hábito  me será – além de útil – muito prazeroso... no entanto, criar rotinas não é tarefa fácil... seguirei tentando!

Bem, como estou aqui tratando de memórias, vou falar de uma que tenho muito clara e que tive a surpresa, muito recentemente, de que é algo que pouca gente, do meu relacionamento, sabe (ou lembra)...

Quando menina, estudei meu “curso primário” em uma “escola particular”...“Escola particular” – na capital da Paraiba, nos anos de 1950/1960 – era um estabelecimento de ensino sem nenhum vínculo com o Ministério da Educação (ou com o órgão governamental correspondente, na época). 

Particularmente, estudei na “escola de D. Sindá” e na “escola de D. Leonor”...

Na época – entre 1958 e 1960 –, só a partir do Exame de Admissão (ao Ginásio) havia acompanhamento escolar dos alunos.

Eu frequentei uma escola pública estadual (a maravilhosa Escola Modelo do Estado da Paraíba) em 1956 e 1957 – correspondendo ao Jardim de Infância e à Classe Intermediária –, mas mudei para a escolinha de D. Sindá em 1958...

Funcionava assim: ela tinha cerca de 10 alunos das cinco classes primárias e nos atendia sozinha e simultaneamente em uma única sala de aula improvisada em sua casa. 

Nos anos de 1959 e 1960 – quando passamos a morar na deserta praia do Gonçalo (hoje, a agitada Manaíra) – frequentei uma escolinha assemelhada, de D. Leonor...

Pois bem... na época eu estudava Geografia em um livro lindo, no qual havia muitos mapas, inclusive este, com a divisão regional do Brasil...

É interessante como lembranças antigas ficam mais bem fixadas na memória...

E, sim... na época, a Bahia (assim como Sergipe) ainda não fazia parte do Nordeste...a divisão regional atual é de 1970...

Não estranho que pessoas menores de 60 anos desconheçam isto, mas me assustou que uma amiga de mais de 80 tenha se surpreendido quando comentei com ela sobre o assunto...

Cheguei a pensar que era delírio meu, mas consegui achar os mapas de minha infância nas nuvens... onde eu pensava que estava minha cabeça!

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Repaginando...

E aqui está outra postagem, de 2009!, que encontrei como “rascunho”...
Por que não a publiquei???

Bem... no final de 2019 eu fui convidada para participar da confraternização de fim de ano do grupo de pesquisa ao qual ainda sou, muito levemente, ligada...

Desde 2012 o coordenador – meu amigo Américo – não me chamava! Fiquei feliz!  
O encontro foi delicioso. Decidimos que eu voltaria, em março/20,  a frequentar o ILUFBA e, converteria meu TCC em livro, sob a orientação de Américo...

Mas veio a pandemia... o projeto está adiado...

Bem... valeu relembrar como e quando desisti do mestrado...
E deu vontade de retomar os trabalhos manuais, assim como retomei o blogue!

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Não sei por que entrei nessa crise que culminou com uma mudança de rumo na minha vida...

No momento, não sei exatamente o que quero nem aonde vai me levar a guinada inesperada (para alguns) ou anunciada - ameaçada e postergada - um pouco antes do "nascimento" deste blog...

Abandonei o mestrado...

Não gosto de deixar incompletas as coisas que começo a fazer, 
mas a desistência desse curso não foi a primeira ocorrência... 
Tenho uma gaveta com vários trabalhinhos manuais inacabados... 
quem sabe agora eu resolva o problema!!

quarta-feira, 9 de junho de 2021

O mundo é um moinho...

Sim, eu sempre achei mesmo que estava dentro de algo imenso que nunca para de girar...

Quando menina, eu mesma adorava rodar... e rodava até ficar tonta e cair... era algo que me trazia muito conforto!

Mas, nem sempre a sensação de giro me é amigável... lembro de quando experimentei tragar um cigarro diferente dos que eu costumava usar – sim! durante um tempo eu fui fumante... ainda que nunca tenha feito do cigarro um vício (o que fez com que eu parasse de fumar sem problemas, quando engravidei!)... 

Aquele cigarrinho me deixou tonta e enjoada... eu me senti como se fosse um eixo em torno do qual o mundo girava e me comprimia... detestei a sensação!

Agora... um moinho de vento, ou mesmo um moinho d’água são giros que me inspiram de modo positivo... são movimentos giratórios que geram energia... em mim, geram vontade de mudar... de transformar nem sei o quê... de buscar sentido na vida... buscar a evolução (que para mim é apenas o movimento!) ou mesmo fazer alguma coisa que ajude a construir a Revolução...

Ao longo destes anos que fiquei afastada deste espaço, minha vida seguiu girando... às vezes, ao sabor dos ventos... às vezes, levada pela corrente...

Minha experiência de voltar a Jampa serviu para eu concluir que, para mim, “Jampa não havia mais”...

Pressionada pelos acontecimentos da vida política do País e, principalmente, movida por muita insatisfação e uma enorme revolta em assistir o avanço constante do projeto de entrega do País ao capital estrangeiro, voltei à militância... 

Uma volta tímida e muito incerta, diante de minha insegurança e da impotência – fruto de minha deficiência teórica e da limitada experiência. 

Uma volta sem volta, ainda que bastante impactante, pois sinto que preciso me esforçar muito para obter algum êxito na empreitada...

Volto a me sentir como aquela criança que tinha muito medo de roda-gigante...um medo tão grande, que a levava a enfrentar a maior delas, no parque de diversões que montavam ao redor da Catedral, em Jampa, durante a Festa das Neves...

O medo, como o vento e a água, parece que também é capaz de gerar energia e provocar movimentos...

Cabe a mim, e só a mim!, garantir que sejam movimentos bem direcionados!



segunda-feira, 7 de junho de 2021

O tempo é rápido!! Cenários, e as cenas, mudam na mesma velocidade!

Quando retomei meu este meu blogue, encontrei aqui postagens pendentes de publicação... esta é uma delas... deveria ter sido publicada em agosto/2012...

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Pois é... eu não consigo acompanhar "a pisada" deste tempo maluco... 
Parece que foi ontem que publiquei algo aqui, mas já se passaram alguns meses... 
Bem... Tenho novidades: 
estou tentando voltar a João Pessoa, num processo de retorno às raízes mais primitivas de que tenho registro na memória...
(de Campina Grande, de minha vida por lá, não guardei lembrança alguma!!)


Hoje pela manhã, depois de passados vários dias sem ter tal oportunidade ou sem ter a disposição necessária, fui caminhar à beira-mar... 

O passeio foi exatamente pelo caminho que percorria com frequência em minha meninice praieira... 
Apesar de ser o mesmo, o caminho está muito mudado...

Não encontrei sequer uma conchinha perdida na areia...

Vi uma dupla de pescadores usando uma pequena rede nas proximidades da "gameleira", mas não havia ninguém esperando por eles à beira-mar, não vi nenhum samburá a postos para receber os peixes que viriam na rede, que, por sinal, era muito pequena... 

Lembro que quando víamos pescadores com suas redes no mar (sempre na maré baixa, ficávamos ansiosos esperando que chegassem à beira-mar, fizessem a coleta dos peixes que os interessava e depois liberassem o amontoado de sargaço onde nós fazíamos a nossa “pesca”... 

Recolhíamos pequenos peixes – que para nós eram, genericamente, piabinhas – e, eventualmente, um ou outro camarãozinho... voltávamos para casa felizes com o resultado do passeio e prontos para prepararmos uma refeição ao nosso jeito...

A gente chamava a nossa “arte culinária” – vista pelos adultos como traquinagem – de  “cozinhado”... raramente usávamos o fogão de casa para nossa produção... às vezes, conseguíamos usar um fogareiro de barro, que ficava meio esquecido pelo quintal e só era usado, basicamente, para se assar espigas de milho na brasa... e às vezes improvisávamos uma “trempe” com pedras e resolvíamos a situação... os acidentes eram sempre cuidadosamente ocultados dos adultos, para que não viessem proibições...

Quantas vezes as piabinhas catadas no sargaço que os pescadores deixavam na beira-mar foram por mim transformadas em pratos da mais fina culinária infantil! 

Intervalo: 9 anos!

Quando comecei a escrever aqui, eu imaginava que seria um hábito permanente... Era algo que eu fazia com muita facilidade e que me fazia muito bem... Hoje vejo que comecei há 12 anos e fiz um intervalo de 9... Aos poucos, mas não em ordem cronológica, registrarei aqui os fatos que me marcaram durante estes nove anos de afastamento... 

Não tenho a menor dúvida que encontrar Luciano foi uma das coisas mais gratificantes que me aconteceram neste período de tantas mudanças em minha vida. Na verdade, foi como reencontrar um amigo que estava distante... a sensação era a de que nunca havíamos estado separados...

O curioso, no entanto, era que – apesar de termos origens bem próximas no tempo e no espaço – nossos caminhos eram paralelos e muito afastados... dificilmente, nós encontraríamos!

Bem, foi graças a um desejo comum de conhecer Cuba, que nossos caminhos de cruzaram, se confundiram por alguns dias, voltaram a se separar em seguida, mas de um modo que, a partir dali, seguiram muito próximos.

Luciano foi o amor adolescente que encontrei numa maturidade que não temo em chamar de velhice. Foi o amigo para o qual eu nunca tive segredo algum (e até me assustava quando falava para ele coisa que não falava bem para o espelho!) e em quem eu confiava cegamente. Tínhamos um plano de voltarmos juntos a Cuba, sem data de retorno... um plano que o destino frustrou... 

Lamento profundamente ter perdido a possibilidade de compartilhar um pouco mais de vida com Luciano, mas agradeço ao Universo ter tido a chance de conhecê-lo... 

Agora... que falta me faz a risada dele!

 


sábado, 5 de junho de 2021

Vontade de voltar...

 

É...já faz tempo que não uso este espaço...

Isto não significa, no entanto, que eu tenha morrido ou deixado de pensar e falar “bestagens”...

Vou tentar retornar... depois de 15 meses em prisão domiciliar solitária... 

O confinamento ao qual estou submetida me oprime e me comprime…

Enquanto cresço em idade – me aproximando dos 70 anos – sinto meu corpo murchar...

Desconfio que, muito em breve, as lembranças que compõem meu ser já não caberão no espaço físico de meu corpo... e que minha memória já não comporta armazená-las...

Vou tentar usar este espaço como área auxiliar...

Uma coisa interessante: encontrei aqui postagens não publicadas... e até sobre coisas que eu já nem lembrava direito... vou revê-las... quem sabe até publique algumas!!