Decidti retomar este blogue, inclusive, como modo de tentar me proteger contra doenças como o Alzheimer...
Como sempre gostei de escrever, acho que este hábito me será – além de útil – muito prazeroso... no entanto, criar rotinas não é tarefa fácil... seguirei tentando!
Bem, como estou aqui tratando de memórias, vou falar de uma que tenho muito clara e que tive a surpresa, muito recentemente, de que é algo que pouca gente, do meu relacionamento, sabe (ou lembra)...
Quando menina, estudei meu “curso primário” em uma “escola particular”...“Escola particular” – na capital da Paraiba, nos anos de 1950/1960 – era um estabelecimento de ensino sem nenhum vínculo com o Ministério da Educação (ou com o órgão governamental correspondente, na época).
Particularmente, estudei na “escola de D. Sindá” e na “escola de D. Leonor”...
Na época – entre 1958 e 1960 –, só a partir do Exame de Admissão (ao Ginásio) havia acompanhamento escolar dos alunos.
Eu frequentei uma escola pública estadual (a maravilhosa Escola Modelo do Estado da Paraíba) em 1956 e 1957 – correspondendo ao Jardim de Infância e à Classe Intermediária –, mas mudei para a escolinha de D. Sindá em 1958...
Funcionava assim: ela tinha cerca de 10 alunos das cinco classes primárias e nos atendia sozinha e simultaneamente em uma única sala de aula improvisada em sua casa.
Nos anos de 1959 e 1960 – quando passamos a morar na deserta praia do Gonçalo (hoje, a agitada Manaíra) – frequentei uma escolinha assemelhada, de D. Leonor...
Pois bem... na época eu estudava Geografia em um livro lindo, no qual havia muitos mapas, inclusive este, com a divisão regional do Brasil...
É interessante como lembranças antigas ficam mais bem fixadas na memória...
E, sim... na época, a Bahia (assim como Sergipe) ainda não fazia parte do Nordeste...a divisão regional atual é de 1970...
Não estranho que pessoas menores de 60 anos desconheçam isto, mas me assustou que uma amiga de mais de 80 tenha se surpreendido quando comentei com ela sobre o assunto...
Cheguei a pensar que era delírio meu, mas consegui achar os mapas de minha infância nas nuvens... onde eu pensava que estava minha cabeça!