
Dia 23 de dezembro e eu quase não pensei em presentes... Comprei apenas lembrancinhas para Mirella, minha fisioterapeuta, e Marinês, minha podóloga e manicure... "Para variar", comprei brincos... Gostaria de ter comprado algo tamb´[em para André, meu professor de hidroginástica, mas tenho muita dificuldade quando se trata de presentes para rapazes, especialmente quando não o conheço bem...

Gosto de dar presentes que gostaria de receber, mas sem nunca esquecer que o presente não é para mim... Adoro brincos... especialmente, os que são prateados, não muito grande e ficam pendurados nas orelhas, presos por ganchos e não com tarrachas... com algumas variações, foram brincos assim que comprei para essas meninas que cuidam de mim...
Acho que essa minha dificuldade de escolher presentes para pessoas que conheço pouco, ou que sei que são muito diferentes de mim (como é o caso do André: homem, jovem, farrista, pouco amigo das leituras...) é devida ao fato de nunca ter recebido muitos presentes... me acostumei a me dar tudo que preciso ou que simplesmente quero ter... Esta foi uma vantagem que minhas independências, principalmente a financeira, me concedeu...

Com o passar do tempo, com os filhos crescidos e já trabalhando, ela passou a ganhar presentes deles e sempre fazia questão de dizer quem havia lhe presenteado com cada peça de roupa... Engraçado é que no Instituto de Letras eu conheci uma professora supercompetente, reconhecida como autoridade em sua área até mesmo fora do Brasil, que tem o mesmo costume de mamãe... Sempre que eu elogiava alguma roupa ou colar (ela adora colares!) que ela estava usando, ela respondia prontamente: Foi presente de Fulano...
Eu não sei se tenho pena ou inveja destas mulheresque não compram as roupas que usam...