Aqui pretendo descarregar as memórias que me afloram a mente e que não necessariamente são relativas a fatos reais. Um dia, um irmão disse-me que eu tinha uma memória criativa... mas, não serão criativas todas as memórias?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
A lapinha
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
A árvore!
Montar a árvore era um ritual gostoso e havia uma ordem certa para a colocação das bolas. Nossa árvore não costumava ter outros enfeites além das bolas... nada de laços ou festões... Lembro que um ano ela foi iluminada por lampadazinhas coloridas, mas acho que as luzes não eram uma regra...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Comilança (pré-)natalina


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Carcará!! (o título foi colocado após a digitação...) ;-)
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Por falar em enfrentamento e vizinhança, há uns dez dias tivemos por aqui um vizinho um tanto raro de se encontrar em plena zona urbana... um gavião... provavelmente, um carcará!
Eu só soube da chegada do vizinho pela TV... estava assistindo ao telejornal local, quando falaram do gavião que estaria assustando os moradores da Pituba... Como poucos dias antes havia sido capturado aqui perto de casa, um jacaré de 1,5m, achei que seria aqui por perto...
A imagem seguinte (a primeira foi do gavião no topo de um coqueiro, onde teria feito seu ninho) foi da parede de um prédio, muito parecida com a do nosso... logo após, apareceu uma das vítimas do gavião: um dos porteiros do nosso condomínio, que teve ferimentos no braço...
Nos três a cinco dias que se seguiram, pudemos assistir aos belos voos solitários da ave e ouvir seus piados que pareciam chamados... acho que o pobre carcará estava perdido... Há alguns dias ele não é visto ou ouvido por aqui, provavelmente o IBAMA conseguiu capturá-lo...
Espero que meu ex-vizinho, de quem fiquei fã - pela coragem, determinação e beleza - tenha sido relocado para um local onde possa ter uma vida digna!
Bem, esse meu retorno hoje foi apenas uma tentativa de retomar uma rotina (e para atender minha leitora mais assídua, minha sobrinha Aninha, a mãe do rei Lucas!).
Espero voltar amanhã, depois das três confraternizações às quais comparecerei!! ;-)
domingo, 29 de novembro de 2009
Véspera
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Saindo do forno
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Mata-borrão, o que é isso?

domingo, 22 de novembro de 2009
Cuidando de mim, sem descuidar de você...

sábado, 21 de novembro de 2009
Pré-idosa sonhadora
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Caminhada que também inclui momentos de lazer, como o turismo acadêmico que juntos fazemos, em congressos como o da Alfal, no Uruguai, ano passado... Na foto ao lado, estou com três dessas "concorrentes", que desejo, sinceramente, que sejam aprovadas: Irani, Sônia e Carol. ;-)
Foi no Laboratório Leme, que costumo frequentar para atender à sede dos médicos por exames, principalmente, por exames de sangue... (será que tem algo a ver com o tal Lua Nova? Costumo deixar litros de sangue naquele laboratório!)
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Fazendo vestibular

sábado, 7 de novembro de 2009
Madre de Deus
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Maternidade
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Vou colocar duas fotos minhas aqui... Fotos de uma barriga que era bem maior do que a atual, mas que tinha prazo de validade e acabou... A atual é bem mais duradoura... ;-) Uma barriga inútil, mas que resiste a caminhadas e a Pilates... A primeira foto é do dia dos quinze anos de Aninha (Eita!! Agora nem vou poder falar que idade Erick completou ontem, para não comprometer ninguém... né não??) ;-)...
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Bem, eu estava com seis meses e meio de gestação, mas minha barriga até parece maior do que a da outra foto, em que eu estava me preparando para ir para a maternidade...
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Na realidade, aquele nosso primeiro encontro extra-útero foi muito breve... Como ele teve que "ser aspirado" no primeiro instante "ao ar livre", não pude vê-lo tão logo saiu de sua antiga morada... Aliás, ele tentou continuar na barriga... na hora H, ele fugiu das mãos de Dr. Lívia e se escondeu sob minhas costelas direitas... deu um trabalhão para sair dali... foi preciso a participação de muita gente empurrando... lembro que o anestesista e Silvandro (médico de Erick desde "a barriga" até os 14 anos) ajudaram no processo...
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Sobre a luta de um bebê pela vida, essa semana recebi uma mensagem com um vídeo muito lindo e emocionante... Deixo-o aqui para quem quiser vê-lo! O endereço do vídeo no Youtube também fica aqui... www.youtube.com/watch?v=XtGrkhUWE2w
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Já respirando normalmente e apto a sugar os peitos que o alimentaram por um bom tempo (três anos e dois meses... ainda que não como principal fonte), a partir dali, me veio aquele menininho lindo... o mais lindo de todos os que eu já vira! Foi Silvandro que o trouxe para mim, acho que meio embrulhado em um tecido verde...
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Durante a cirurgia, tudo era verde ao meu redor... as roupas dos médicos, o pano que impedia que eu visse minha barriga... (eu assistia a tudo, olhando as imagens refletidas na luminária enorme que ficava sobre a mesa de operação...). Passei um tempo enxergando tudo verde!!
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Pois é... logo me levaram meu filhote para exames, banho, e sei lá mais o quê... Depois levam-no para o berçário e eu só voltei a vê-lo na manhã seguinte... quando uma enfermeira me trouxe aquele pacotinho maravilhoso!! Ele vinha envolto em um lençolzinho descartável e vinha para ficar comigo!!
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Lembro que fiquei muito estressada, pois estava com uma hemorragia muito forte, passara uma noite terrível, perdendo muito sangue e com muito medo de morrer sem poder cumprir a missão de criar aquele filho que Deus me dera...
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Depois que vieram cuidar de mim e que tudo se ajeitou, eu me acalmei e fiquei o resto do tempo a admirar meu filho... Ora com ele nos braços, ora olhando-o dormir no bercinho azul lá da maternidade... Um bercinho muito ridículo, pois parecia uma banheira plástica... Acho que talvez até funcionasse como banheira, eu que só dei "banho de gato" em Erick, enquanto o umbigo não caiu... (fui uma mãe muito barbeira!) A enfermeira que veio trazê-lo ensinou-me a técnica e eu preferi não arriscar uma mais complicada... Acho que não me saí muito mal, não!
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Bem, passamos três dias na maternidade e quando saímos já estávamos bastante acostumados um ao outro. Silvandro falou para mim que Erick saíra de minha barriga para o peito; que sairia do peito para o colo; do colo para a cabeça... e daí não sairia mais... Nem foi preciso muito tempo para ver que ele estava certo...
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Eu juro que não pretendia colocar tanta foto nem vídeo algum, mas, como já falei um dia, nunca sei o que vai sair, quando venho escrever aqui... Na verdade, ia apenas comentar que ontem tivemos uma breve comemoração dos nossos 22 anos de intenso convívio... Mari veio jantar conosco e cantamos um "parabéns" contra a vontade do aniversariante...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Afinada com o Finados
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Eu considero que só tive contato próximo com a morte quando morreu meu avô Gentil. Ainda assim, não lembro de ter ido ao velório dele. Tenho uma vaga lembrança de ir ao enterro, mas não é uma cena que posso rever com nitidez... Na época eu morava em Recife, no nosso apartamento de estudantes (acho que eu ainda cursava o terceiro ano colegial).
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Daquele dia, o que lembro bem é de ter pedido a Sóstenes para fumar um dos cigarros dele. Ele avisou que era Continental sem filtro e que era forte, mas eu insisti... Gente... senti um troço diferente na primeira tragada! Com mais um pouco, eu fiquei tonta e tive vontade de vomitar... Não sei se tenho um "organismo sábio", como um amigo já disse que tenho, ou se sou apenas fraca, mas acho que aquele cigarro me mataria, se eu resolvesse fumá-lo inteiro!
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Daquele dia, também lembro de ter saído da casa de vovó com minha prima Carmo. Fomos ao cinema assistir "2001, uma odisseia no espaço", mas eu estava muito cansada e dormi o filme inteiro... tive que assistir de novo...
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Meu outro avô, vovô Berto, morreu quando eu ainda era muito pequena e eu me acostumei a ouvir falar no "finado Berto" há muito tempo... Eu nem sabia o que significava "finado"... achava que tinha a ver com o fato de vovô ser muito magro... Eu sempre tive mania de querer entender o que significavam as palavras estranhas que eu ouvia...
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Em relação a mortes e enterros, lembro de como eram bonitos os cortejos fúnebres que passavam em frente a nossa casa, na Pedro II... O carro fúnebre era muito lindo, com uma parte de vidro que deixava que se visse o caixão que carregava... E colocavam uns penachos roxos em cima, nos cantos, para enfeitar a capota... Atrás desse carro bonito, seguiam outros, todos pretos... não sei de onde saíam tantos carros, nos dias dos enterros que vi do terraço lá de casa...
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Lembro que também vi pelo menos um enterro em que o caixão era branco (em geral, eram pretos)... mamãe disse que era de um anjinho... Depois daquele, assisti a outros enterros de anjinhos, só que em caixõezinhos azuis carregados por umas poucas pessoas que seguiam a pé...
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Não faço ideia de como foi o enterro de meu irmãozinho Antônio Leonardo, que morreu bebê... Eu era muito pequena e não vi nada!
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O "carro de defunto" (era assim que a gente chamava) era, talvez, mais bonito que os carros enfeitados de confetes coloridos, que passavam em direção à Lagoa para fazer o corso no carnaval...
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O cortejo fúnebre, no entanto, seguia outra direção. Naquela época, eu não imaginava como era um cemitério... Mais tarde, depois da morte de Martinho, acompanhei mamãe em visitas ao seu túmulo algumas vezes... Mas era sempre muito dolorido ir àquele lugar...
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De minha parte, já pedi a Erick que depois de minha morte autorize a doação de todos os órgãos que ainda forem úteis em meu corpo. O resto quero que seja cremado. Não faço questão de escolher um lugar para serem lançadas minhas cinzas, mas acho que o mar seria um bom lugar para isso...
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Eta... o papo hoje foi bem condizente com a data!
sábado, 31 de outubro de 2009
De olho no céu
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Quando veio a noite, no entanto, o céu resolveu surpreender, se não a todos, pelo menos a mim... despiu toda aquela pesada roupagem que usou durante o dia e se mostrou completamente limpo. Despudorado, ele ainda ostentava, como uma jóia solitária, uma bela lua cheia!
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Lua cheia me lembra Tambaú. A Tambaú de minha infância, uma praia bem pouco iluminada, onde era muito mais fácil observar estrelas ou o nosso satélite brilhante e prateado. Naquele céu escuro, era muito bonito ver estrelas cadentes (meteoritos? Fosse lá o que fosse, eu tinha medo que aquilo caísse perto lá de casa!) ou mesmo raios de relâmpagos distantes (quando os relâmpagos eram próximos, eu não achava bonito... corria para a cama de mamãe!) em direção ao alto mar.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Quebrando o jejum...e tentando entrar em forma...

sábado, 17 de outubro de 2009
Espera angustiante
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Acabo de receber uma ligação de Erick comunicando que foi assaltado e que está bem. Foi na frente do prédio de Mari e só lhe levaram a carteira e o celular. Ele pediu que eu providenciasse os bloqueios necessários e foi à delegacia registrar a queixa.
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Enquanto isso, espero aqui ansiosa para tê-lo em casa e constatar que realmente está tudo bem com ele e com Mari.
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Já fiz os bloqueios e agora não tenho mais com quem conversar... para uma pessoa que não consegue ficar calada muito tempo, essa espera é por demais angustiante...
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Eu já havia ido dormir, acho que mal adormecera, quando o telefone, o fixo, tocou... estranhei que ele estivesse ligando para aquele número e entendi logo que algo errado estava acontecendo, mas demorei um pouco até coordenar as ideias e as ações e tomar as providências que ele pediu.
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Liguei o computador e vim escrever aqui para tentar fazer o tempo passar mais rápido, mas parece que ele se arrasta... Já fiquei na janela olhando para ver se o carro dele aparecia na esquina... já levantei para ver se era a chegada dele que fizera com que a lâmpada do hall acendesse...
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Não adianta voltar para a cama, só conseguirei aquietar meu coração quando ouvir o barulho da chave dele na fechadura aqui do apartamento...
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A mim me resta fazer como mamãe, que chamava os filhos que estavam fora, pedindo que chegassem logo... quando a saudade lhe apertava muito o coração...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
"Dois alto"...
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Eu conheço a expressão desde o tempo em que Erick era pequeno, mas não antes disso... É usada na picula (pega-pega) quando a criança sente o perigo eminente de ser tocado pelo perseguidor, que está muito mais perto dela do que aquele local que lhe confere imunidade... eu não lembro agora como se chama esse lugar aqui na Bahia...
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O que importa é que "dois alto" é um pedido de trégua, de licença... e eu vou pedir dois alto aqui até ter minha documentação da a seleção para o Mestrado toda pronta e aprovada pelo orientador mais exigente que já tive... (não importa se foi o único... é muito rigorosos!!)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pessoinha complicada!
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Américo disse que isso é normal, mas que depois eu me acostumo... Será que isso acontecerá antes dos meus 70 anos?? ;-)
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Acho que ainda é reflexo do meu "complexo de invisibilidade"... me acostumei a ser invisível e não gosto que todos fiquem me olhando ao mesmo tempo... Cada maluco tem sua mania, né não? ;-) Só não sei como poderei (um dia, quem sabe) ser professora com essa minha mania! ;-)